"... Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca..."

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Traças e Cia - Entrevista com Leila Rego


Quer companhia melhor para uma viagem sozinha do que bom livro?
Já quase perdi voo por causa de uma boa leitura... já deitei em praça e li um livro todinho... já viajei 8h de ônibus e me diverti lendo... não tem companhia melhor!
E como adoro ler, vou continuar os posts do Traças e Cia.
Você já deve ter visto algumas indicações de livros e entre elas, "Pobre não tem sorte", um livro bem humorado escrito por uma brasileira super simpática, a Leila Rego.
Achei legal conversar com ela um pouquinho e apresentá-la a quem nos acompanha aqui.
A entrevista foi publicada originalmente por mim no blog do Traças e Cia.
Vale a pena!


1. É possível dizer que há um marco inicial da sua história como escritora? Como foi que começou a escrever?
Leila - Foi mais ou menos assim: Eu trabalhava como Analista de Recursos Humanos em uma multinacional americana em São Paulo capital. O ambiente lá era muito pesado em termos de pressão, estresse, competição, etc... Para aliviar essa carga de estresse, eu escrevia histórias diversas, bobinhas, algumas histórias infantis para meu filho mais velho dormir, etc. Mas, encarava isso como um hobby.  Deixava minha mente vagar e ia escrevendo em um caderno. Dessas histórias, nasceu Mariana, protagonista do PNTS1.  Gostei tanto dela que fui criando um ambiente para ela, depois um enredo, outros personagens... Sentia tanto prazer ao escrever a história da Mariana que eu me via em sua história, querendo criar mais coisas, mais cenários, mais complicações... E foi assim, dessa forma natural e despretensiosa que me tornei escritora.  Eu fiz Mariana e Mariana me fez!  

2. Sabemos que Marian Keyes e Shopie Kinsella são suas autoras preferidas. "Pobre não tem sorte" pode ser classificado como um chick-lit. Há algum motivo especial pela opção por esse tipo de literatura? Houve influência dos títulos das duas ou apenas coincidência?
Leila - A escolha pelo estilo literário chick lit foi influência do meu gosto literário enquanto leitora. Sem dúvida, Marian e Sophie são minhas “musas inspiradoras”, pois leio tudo o que elas lançam.  Somado a isso, eu não sou dramática o suficiente para escrever nesse estilo. Gosto mais da comédia do que da tragédia, e sempre quero passar alegria e boas energias aos meus leitores. Por isso escolhi o chick lit. Apesar de algumas críticas ao estilo, procuro não produzir somente um livro engraçado. Eu gosto de passar alguma mensagem para o leitor. Um convite à reflexão sobre temas importantes. Na série PNTS, por exemplo, abordo temas relacionados a valores pessoais, família, consumismo desenfreado e amizades verdadeiras.

3. Além do curso de turismo e o fato de ter mudado para São Paulo em 2000, você tem mais alguma coisa em comum com a protagonista de "Pobre não tem sorte", Mariana Louveira? De onde surgiu a ideia e a caracterização dela?
Leila - Eu sou formada em Turismo e tenho paixão pela área – apesar de não exercê-la. Quis dar a mesma profissão para minha personagem. Uma espécie de homenagem particular. =) Mas nada muito egocêntrico, apenas para estar um pouquinho ali, com Mariana.
Mariana é, na verdade, uma mistura de muita gente que conheci, convivi ou vi ao longo dos anos. Não me baseei em ninguém especificamente. Gosto muito de observar as pessoas, o comportamento que a sociedade nos impõe... E nessas observações percebi o quanto as pessoas dão valor a marcas, status e condição financeira. E esse fato sempre me incomodou de alguma forma.  Sei que a culpa é desse mundo capitalista de hoje que nos “escraviza” desde cedo.  A televisão e as revistas massificam a beleza externa, como se nada mais importasse. Cansada dessa realidade, achei que seria bacana falar desse assunto e levar as pessoas a refletir sobre isso.

4. Quando escreveu"Pobre não tem sorte" já pensava na continuação?
Leila - Só quando terminei de escrever o livro 1 foi que me dei conta que poderia ter o 2.  Aliado a essa percepção, várias leitoras me escreveram pedindo a continuação.  Aí, me empolguei demais e escrevi o 2 em menos de seis meses.

5. Há um momento em"Pobre não tem sorte 2 - Alguma coisa acontece no meu coração" em que você menciona o livro "Delírios de Consumo de Becky Bloom". A Mari até menciona que foi inspirado nela. Existe alguma relação entre as personagens?
Leila - Só a paixão pelo mundo da moda e o consumismo desenfreado das duas. Se bem, que eu optei por colocar a Mari na linha. Eu adoro a Becky Bloom, li todos os livros da série, mas me frustrei por ela nunca aprender com as trapalhadas em que se mete por conta do vício em compras.
Mencionei o livro da Sophie no meu livro porque foi o primeiro (se não me falha a memória) chick lit que li e que me abriu as portas para esse mundo maravilhoso que é a literatura de mulherzinha.
6. Uma coisa que me deixou curiosa, durante a leitura é o fato de a personagem saber tudo sobre moda. Ela conhece as marcas, os estilistas, enfim, falou que é moda e "coisa de mulher" ela está por dentro. Você é uma mulher que se preocupa com isso? Como foi o processo para aquisição de tanta informação sobre o assunto?
Leila - Como mulher eu tenho a minha vaidade – que considero normal.   Eu gosto de moda também. É um assunto que me atrai!  Também tenho minhas necessidades fúteis (risos).  Mas regularmente não perco muito tempo com isso. Aliás, no dia a dia eu sou bem básica. Nos eventos é que capricho um pouco mais.
Para montar a personagem Mariana eu me aprofundei no assunto Moda. Pesquisei sobre as marcas mais badalas, li blogs de moda para montar os looks que ela usa, assisti a vídeos com dicas de maquiagem... Confesso que foi divertido e que também aprendi alguma coisa para mim. =)

7. A Mari é das minhas. Adora um blog! Como foi a criação do blog dela? Já havia a ideia quando iniciou a escrita do livro ou o blog surgiu a partir do sucesso da personagem?
Leila - A ideia de criar um blog para ela surgiu quando pensei em dedicar o livro aos blogueiros – que tanto me apoiaram com o PNTS 1. Só que não tinha ideia de como seria esse blog. No desenvolver da história eu tive um insight da história do João Sabiá e da Duda, só que não caberia na história da Mari. Aí pensei: Puxa, ela poderia escrever histórias e publicá-las no blog dela. E foi com o conto de João Sabiá & Duda que nasceu o blog da Mari – onde ela posta contos, desabafos e fala de moda. Aliás, quem quiser conferir o blog dela no meu site, fica aqui o convite: http://blogdamari.leilarego.com.br/

8. Terminamos a leitura de "PNTS 2" com gostinho de quero mais. Já imaginando o que a Mari ainda aprontará em sua vida. Quais são seus planos para ela e o Edu? Existe a possibilidade de escrever um terceiro livro em que a personagem seja protagonista?
Leila - Quando terminei o PNTS2 eu não pensei em um terceiro. Com a publicação do livro eu fui recebendo pedidos pelo terceiro volume da série. Acho que vou escrever sim, mas ainda não sei quando. Tenho um livro inédito que será lançado pela editora Gutenberg ainda neste semestre e estou trabalhando no meu quarto livro – onde vou contar a história de André e Juli – personagens que apareceram no PNTS2.  Acho que depois deste eu começo a escrever o PNTS3. Vamos ver o que consigo arranjar para Mariana. Já adianto que será algo bem diferente de um casamento perfeito com Edu. Com certeza. 
Quero agradecer a oportunidade de estar aqui falando do meu trabalho e, também, dar os parabéns pelo blog que está lindo!
Beijos para todos! Boas leituras!

Ela não é uma graça? Conheça também os livros dela!
Obrigada Leila.

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